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sábado, 14 de julho de 2012

Missão Conheça o mestre da melodia: O Agente Luís Goes fala sobre Hans Zimmer e o que o mesmo tem a dizer de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Olá amigos do Blog The Broken Stones! Eis-me aqui para explanar aos leitores um pouco sobre minha percepção da trilha sonora de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. Fui convidado por meu querido amigo Lucas (Bud GJ) para detalhar as faixas, uma vez sendo muito fã deste compositor que já tem mais de 200 trilhas sonoras em seu currículo. Há, porém, uma observação: temos SPOILERS a caminho.

 Para quem não conhece o compositor, Hans Zimmer é alemão e está na vida de todos os humanoides há muito tempo. Duvida? Se você chorou na morte de Mufasa, em “O Rei Leão”, ele estava lá. Ou mesmo se lutou bravamente com “O Último Samurai”, Hans estava nos bastidores, fazendo com que você se emocionasse ao máximo. No final intrigante de “A Origem”, ou nas aventuras dos quatro “Piratas do Caribe”, entre as falas do fofinho “Kung-Fu Panda” ou na fuga elétrica em “Madagascar”, do início ao fim. Drama? O tema de “Pearl Harbor” é tão emocionante quanto as descobertas que poderiam mudar o mundo em “O Código Da Vinci”, ficando no mesmo patamar que “Gladiador”.

Ficaria tanto tempo aqui que vocês, leitores, cansariam de ler tantos elogios a este homem, que é uma lenda viva, um gênio, criando temas cada vez mais eletrizantes e maravilhosos. Ele tem seu estilo, porém, ele dá o que cada filme pede. “Sherlock Holmes” e “Rei Arthur” são bons exemplos.


Voltando ao Cavaleiro das Trevas, em 2005, quando Hans Zimmer recebeu o convite para compor para “Batman Begins”, decidiu criar um novo tema ao homem morcego. “Será algo noturno, profundo, inimaginável”, disse Christopher Nolan, o diretor da trilogia. Então o compositor alemão soube que o “tan dan dan dan dan” já conhecido, eternizado nos filmes anteriores do homem morcego, já não caberiam na temática proposta por Nolan. E deu certo.

A trilha para o segundo filme, “O Cavaleiro das Trevas”, é sensacional. O tema composto para o Coringa é marcante e surge durante todo o filme. Assim como o tema criado para Bane, neste terceiro filme, “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. De alguma forma está ali, surgindo nos momentos certos, dando o tom que o vilão precisa.

“Temas” e “Hans Zimmer” são coisas extremamente ligadas. O alemão é conhecido, entre os fanáticos pro trilha, por dar uma importância ímpar aos personagens que compõe a trama, dando temas que grudam na cabeça e nos faz saber quando cada um vai entrar, quando vai falar, etc. Para o terceiro “Batman”, Bane, a Mulher-Gato e o próprio Cavaleiro das Trevas ostentam seus temas, presentes nas faixas de luta, de emoção... de despedida.

Conhecendo e ouvindo Hans Zimmer há tanto tempo, posso afirmar que as faixas da trilha sonora foram escolhidas a dedo, tanto pelo compositor quanto pelo diretor Nolan. Geralmente, em um CD destinado ao comércio, são colocadas as faixas mais importantes e temas recorrentes, afinal, temos por volta de 1 hora de trilha sonora (com as faixas bônus que ainda estão para sair), quando o filme teve sua duração confirmada para 2 horas e 45 minutos. Para um fã alucinado, como eu sou, digo que é frustrante não ouvir tudo que estará na tela do cinema. Já aconteceu outras vezes, os fãs podem suportar.


Para este novo “Batman”, posso dizer que haverá momentos tensos, momentos odiosos, momentos rápidos e lentos, ainda mais quando o assunto é depressão e tristeza. Haverá algo nervoso entre Bane e Batman (bem óbvio), nervoso ao extremo. A Mulher-Gato será odiosa e irritante, a julgar por seu tema. A turma do Bane vai abalar geral, com o “Deshi Basara” ao fundo! E Batman... bem, vamos a ele.

A última faixa do disco se chama “Rise”. Verbo “surgir”, “voltar”. É e será, por muitos anos, a melhor composição de Hans Zimmer. Mas há um porém: não é por que é a ultima faixa do disco que significa ser o tema do final propriamente dito, embora eu acredite nesta hipótese. É o tema de morte mais heroico que já ouvi, conhecendo o estilo de Hans, afirmo novamente que é denso, triste, e gelado. Teremos morte. Teremos substituição, ouso afirmar.

Esta morte, entretanto, não é a de Bane. Dificilmente. Bane não precisa de uma tema de morte tão lindo quanto este. Alfred? Talvez. Bruce Wayne? Aposto minhas fichas. Estou apostando, é bom lembrar... são apenas deduções. Deduções por causa do estilo de Hans Zimmer e pelas suposições que sempre ando lendo pela internet. Não acompanhei desde sempre Batman, mas posso dizer que vai ser épico.


A trilha sonora está rodando em qualidade média pela internet para download, mas as vendas começam em 17 de julho, e só depois cópias com boa qualidade serão disponibilizadas pela rede. O filme, no Brasil, assistiremos em 27 de julho.  

A espera será recompensadora. Saudações, leitores e amigos!

Luís Góes, autor de três romances policiais, professor de idiomas e fã de trilhas sonoras de filmes há 20 anos.

Agente Bud GJ assumindo o controle: Bem gente, agora a missão de vocês é bem mais importante, vocês viram que meu grande amigo deu sua opinião sobre o tão esperado filme Batman:O Cavaleiro das Trevas Ressurge e também, falando deste mestre das trilhas sonoras, o senhor Hans Zimmer, que da qual esta linda. E espero sinceramente que tenham curtido cada linha, a cada pedacinho pois foi de um fã para muitos outros ou até mesmo para quem ainda esta começando a conhecer este grande gênio. 

Todo mundo deveria ouvir Hans Zimmer!

Avante Broken Stones Avante!





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